Série C: Cartola que abandonou o Guarani diz que se garante na Justiça
Após abandonar o clube, Mingone diz que não fez "nada errado"
Campinas, SP, 18 (AFI) – Denunciado por estelionato e lavagem de dinheiro por repassar parte de atestados liberatórios de atletas do Guarani, o ex-presidente do clube, Marcelo Mingone, espera se defender na Justiça, no banco dos tribunais. Foi o que ele falou, nesta tarde, em entrevista à Rádio Central de Campinas. As acusações, com ampla documentação, foram feitas no 10.º Distrito Policial de Campinas, no bairro Jardim Proença.
Contra Mingone pesaria, segundo a atual administração, uma série de irregularidades administrativas constatadas por conselheiros designados para apurar a situação real do clube. Mingone ficou no cargo por 11 meses, mas deixou o Guarani na véspera de jogos decisivos do Campeonato Brasileiro da Série C, culminando no rebaixamento do time para a Série C.
Mingone no dia que renunciava no Brinco de Ouro
A “defesa”
Na entrevista exclusiva à Rádio Central, Mingone não quis entrar em detalhes sobre as acusações feitas na delegacia. Ele preferiu comentar sobre sua atuação à frente do clube, ressaltando os pontos positivos e esquecendo dos pontos negativos.
“Tenho convicção de que não fiz nada errado no Guarani”.
Ele considerou normal os repasses de atestados liberatórios para o empresário Júlio Cabrino dos laterais Maranhão e Oziel, além da negociação do meia Eduardo, considerado revelação de futuro, e do atacante Bruno Mendes, envolvido numa negociação em torno de R$ 7 milhões. O jogador está ligado, agora, ao Botafogo Carioca. Sobre o meia Léo Citadini, atualmente no Santos, segundo o ex-presidente ”estava na justiça na época do Leonel (Martins de Oliveira – ex-presidente que sofreu impeachement por improbabilidade administrativa.”
“A Justiça vai dizer tudo. Os documentos estão na delegacia e cabe à justiça tomar conta do que é devido. Tudo que eu falo, eu provo”, desafiou Mingone, que chegou a debater, por alguns minutos, no microfone da Rádio Central. Mas rapidamente a discussão desviou o foco, se transformando numa trocas de acusações.
“Mingone, meu caro, você deixou o Guarani na véspera de ser rebaixado para a Série C. Da noite para o dia, deixou o clube e foi para casa”, acusou Álvaro Negrão.
Enquanto a diretoria garante ter apresentado à polícia documentos que provam a desonestidade de Mingone, este, por sua vez, adiantou que está processando vários dirigentes pora falas acusações. Entre eles, estão o presidente Álvaro Negrão, o vice Horley Senna, o presidente do conselho deliberativo, Rodrigo Ferreira, além dos advogados Gustavo Tavares e Palmeron Mendes Filho.





































































































































