Quando Eberlin, da Ponte Preta, vai tomar decisão inadiável?
Eventualmente o colegiado que 'assessora' a comissão técnica pode ter dado palpites de sobra sobre vários equívocos na escalação da equipe.
É preciso ver; Se os palpiteiros de plantão ajudaram neste amontoado de erros, vai continuar tudo como Dantes no Quartel de Abrantes.
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BLOG DO ARI
Campinas, SP, 21 (AFI) – Quanta trapalhada da Ponte Preta nesta derrota por 1 a 0 para o CRB, na noite desta sexta-feira em Maceió (AL)! Como explicar esta salada mista? Eventualmente o colegiado que ‘assessora’ a comissão técnica pode ter dado palpites de sobra sobre vários equívocos na escalação da equipe.
Entretanto, considere a hipótese de terem dado autonomia ao treinador Felipe Moreira para que tomasse decisões de sua cabeça? Aí, meu caro, não dá para ‘engoli-lo’ mais no comando do elenco pontepretano.
É um caso para se conferir, pois se os palpiteiros de plantão ajudaram neste amontoado de erros, vai continuar tudo como Dantes no Quartel de Abrantes.
QUANTA DESPROPORÇÃO!
Primeiro: o fato de o lateral-direito Maílton não ter correspondido no empate diante do Juventude não seria motivo justificável para ter sido sacado da equipe, com a consequente volta de Weverton, na posição.
Segundo: será que apenas o torcedor pontepretano constata que o lateral-esquerdo Artur não tem acrescentado absolutamente nada à equipe? E por que a insistência com o jogador?
Terceiro: por que o volante Léo Naldi, pretendido por vários clubes, ‘esquenta’ o banco de reservas dos pontepretanos?
Quarto: imperdoável o erro de conceito tático neste jogo.
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Ora, se a proposta para a equipe era ficar acuada em seu campo defensivo, para ter como opção os contra-ataques, o que o time teria a ganhar com a escalação do lento e apenas finalizador centroavante André?
Quinto: se o atacante Paulo Baya ficou devendo melhor rendimento diante do Juventude, isso justificaria ter sido sacado do time para que Igor Torres fosse escalado no lugar dele?
Nas ocasiões em que Igor entrou em transcorrer de segundo tempo de partidas chegou a convencer? Claro que não.
Aí, após o intervalo, o treinador voltou com Baya no lugar de Igor, e o time deu uma melhoradinha em relação à pobreza técnica do primeiro tempo.
CHUTE DE BAYA
A rigor, foi um chute de Paulo Baya, do meio da rua, logo aos cinco minutos do segundo tempo, que obrigou o goleiro Diogo Silva, do CRB, a praticar a primeira defesa no jogo.
No rebote, o goleiro fechou o ângulo na finalização do centroavante André, e salvou o gol com o pé.
MATEUS SILVA
Time mal escalado e mal treinado só tende a transportar nervosismo da boleirada para o gramado.
A ‘tesoura’ violenta e desnecessária do zagueiro Mateus Silva no centroavante Anselmo Ramon, no meio do campo, foi a prova viva do destempero deste time pontepretano, em lance que resultou na expulsão dele aos 14 minutos, após intervenção do VAR.
OUTRO ERRO
Aí, a recomposição defensiva passou naturalmente pelo deslocamento de Artur para o miolo de zaga e entrada de Maílton na lateral-esquerda.
Cá pra nós: quando a projeção lógica seria sacar o apagado meia Matheus Jesus, o ‘sacado’ foi o volante Ramon, com consequente perda de mobilidade da equipe naquele setor.
Por sorte da Ponte Preta, o CRB passou a se preocupar mais em administrar a vantagem, e com isso diminuiu o ímpeto ofensivo.
Mesmo assim, poderia ter ampliado se João Paulo não desperdiçasse gol feito, aos 22 minutos, quando ficou cara a cara com o goleiro Caíque França, que praticou a defesa com o pé.
SOFREU PRESSÃO
Foi um primeiro tempo só de sufoco do CRB sobre a Ponte Preta, resultando em criar quatro reais oportunidades de gols e apenas uma convertida, aos 33 minutos.
Em uma das várias investidas do lateral-direito Hereda, que chegava facilmente ao fundo do campo, saiu um cruzamento para o interior da área, ocasião que Renato, entre os zagueiros pontepretanos Mateus Silva e Fábio Sanches, desviou de cabeça para o canto direito do goleiro Caíque França.
O mesmo Renato já havia finalizado mal, após João Paulo também ter desperdiçado chance. E, aos 37 minutos, a bola cabeceada pelo lateral-esquerdo Edmar só não entrou porque Mateus Silva salvou em cima da risca.
COBRANÇA
Diante dos fatos inquestionáveis, resta saber quando o presidente da Ponte Preta, Marco Eberlin, vai tomar as devidas providências para a retomada do futebol do clube, ou vai esperar cobranças dos torcedores – sem violência, naturalmente – para reorganizar o comando técnico, a fim de que o time possa ter uma cara no segundo turno desta Série B do Brasileiro?