Presidente Dilma, eis aí o melhor momento para uma reforma política

Está no jeito para o Brasil acordar mais forte

0002048077796 img

Gente, este espaço é do futebol, mas não podemos fechar os olhos para esta nova República que está surgindo no Brasil, e a gente não sabe como será.

Timidamente um ou outro parceiro da tribuna se manifesta sobre esta nova ordem social desatrelada de partidos políticos.

Na atual conjuntura isso é mais importante do que Ponte Preta e Guarani. Lembre-se sempre de um criativo bordão com assinatura do jornalista Milton Neves: “O futebol é a coisa mais importante entre as menos importantes deste país”.

Dito isso vamos pinçar o trecho vital do pronunciamento da presidente (recuso-me a citar presidenta) Dilma Rousseff na manhã desta terça-feira: “O Brasil hoje acorda mais forte. A grandeza das manifestações de ontem comprovam a energia da nossa democracia”.

A frase tem um conteúdo singular e ganharia significado ainda maior se Dilma, numa só canetada, colocasse no Congresso Nacional o tão esperado projeto de reforma política.

Na canetada, o texto precisaria citar com clareza uma poda no número de deputados federais. Pra que 513 deputados? Metade disso já seria mais do que suficiente e isso provocaria uma redução espantosa no custo na Câmara Federal.

Na esteira da reforma política, que se estabeleça uma bela enxugada nas mordomias dos legisladores, cujo subsídio mensal é R$ 26.723,13.

Claro que o Senado também não precisa de 81 representantes. Uma poda de um terço já estaria de bom tamanho.

Aí se poderia projetar bela redução de gastos públicos com enxugamento de ministérios, restrições de verbas de emendas parlamentares para contemplar currais eleitorais, fechamento da torneira de publicidade da estatal Petrobras e outras que tais, etc., etc.

Evidente que a lógica seria o efeito dominó, com aperto de cinto nos gastos públicos dos poderes Executivos e Legislavos estaduais e municipais.

Eis aí uma boa contenção de gastos públicos, que poderiam ser migrados para implementos sociais, um deles o subsídio ao transporte coletivo municipal.

TRANSPORTE COLETIVO

Se os parlamentares estão habituados a legislar em causa própria, nunca houve momento mais oportuno para que dêem tiro no próprio pé, cortando na própria carne literalmente.

Tiro no pé na marra. A força popular manifestada nas ruas remove montanha.

A classe política está ‘grogue’ com a ‘bordoada’ que levou nas ruas. Assim, quem ousaria falar grosso?

Se falar, esta moçadinha que se manifesta por este Brasil afora põe o dito cujo pra correr.

Portanto, presidente Dilma, não desperdice esta oportunidade única para materializar sua bem definida posição de que ‘o Brasil acordou mais forte’.