Presidente da Chapecoense ameaça deixar o Catarinense após final polêmica

O presidente relembrou que Bauermann já havia sido dispensado das categorias de base da Chapecoense e contestou a escolha do juiz

Alex Passos ameaçou formalizar a saída da Chapecoense da FCF, cogitando disputar o Campeonato Paranaense ou Gaúcho

Presidente da Chapecoense ameaca deixar o Catarinense
Alex Passos, presidente da Chapecoense - Foto: Divulgação / ACF

Chapecó, SC, 24 (AFI) – A final do Campeonato Catarinense 2025, que terminou com o Avaí conquistando seu 19º título estadual, foi marcada por polêmicas e protestos por parte da Chapecoense, que sequer aceitou as medalhas de vice-campeão.

Insatisfeito com a arbitragem da decisão, o presidente do clube, Alex Passos, fez duras críticas ao comando do árbitro Gustavo Ervino Bauermann e levantou a possibilidade de tirar o clube da Federação Catarinense de Futebol (FCF).

NOVIDADE! Futebol Interior agora está nos Canais do WhatsApp. Participe agora!

CLIMA DE VINGANÇA?

Passos revelou que a Chapecoense solicitou à FCF a escalação de um árbitro de outro estado para a decisão, mas o pedido não foi atendido. O presidente relembrou que Bauermann já havia sido dispensado das categorias de base da Chapecoense e contestou a escolha do juiz para um jogo decisivo.

“Na quarta-feira (19), quando foi anunciado esse árbitro, mandei mensagem para o presidente da Federação. Como colocam um árbitro que tem histórico de problemas com a Chapecoense? Ele foi dispensado do clube porque não tinha qualidade suficiente”, disparou o dirigente.

DE SAÍDA?

Ainda durante sua declaração, Alex Passos ameaçou formalizar a saída da Chapecoense da FCF, cogitando disputar o Campeonato Paranaense ou Gaúcho.

“A Chapecoense foi roubada! Durante o jogo, consultamos o jurídico para saber se poderíamos tirar o time de campo. Disseram que poderíamos perder a vaga na Copa do Brasil, então seguimos. Mas, a partir de segunda-feira (24), vamos avaliar se podemos mudar de federação. Jogar no Paraná ou no Rio Grande do Sul seria mais vantajoso. Além disso, contra qualquer equipe da Federação Gaúcha, nossa arrecadação seria 10 vezes maior”, afirmou.

ENTENDA O ESTOPIM

A revolta da Chapecoense teve um ponto central: um possível pênalti para o Avaí, que foi marcado após revisão do VAR e gerou tumulto na Ressacada.

O time de Chapecó abriu o placar com Bruno Matias, mas aos 18 minutos do segundo tempo, o árbitro foi chamado ao VAR para revisar um lance dentro da área. Durante a análise, expulsou Giovanni Augusto, o que acirrou ainda mais os ânimos, a ponto de a Polícia Militar precisar intervir para conter os jogadores da Chapecoense.

Após uma longa paralisação, o pênalti foi confirmado, Eduardo Brock cobrou e decretou o empate por 1 a 1, garantindo o título ao Avaí por ter feito melhor campanha na fase classificatória.

Confira também: