Paraibano: Investigada por xenofobia, noiva de jogador do Botafogo presta depoimento

Se for condenada, Adriana Borba pode pegar de um a três anos de prisão

adriana borba

João Pessoa, PB, 30 (AFI) – A investigação sobre Adriana Borba por xenofobia ganhou mais um capítulo nesta semana. Noiva de Léo Campos, lateral-esquerdo do Botafogo-PB, ela prestou depoimento à Delegacia Especializada de Crimes Homofóbicos, Raciais e de Intolerância Religiosa para esclarecer declarações sobre costumes vistos por ela em João Pessoa.

Segundo o delegado Marcelo Falcone, Adriana explicou no depoimento que não fez as declarações por maldade e que também pediu desculpas. 

Se for condenada por “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, Adriana pode pegar de um a três anos de prisão. Ela, porém, responde ao processo em liberdade.

O CASO

No vídeo publicado, Adriana contou como tem sido a sua adaptação à cidade de João Pessoa e afirmou que até acha o sotaque local “fofo”, mas que acaba se tornando irritante com o passar do tempo. Não o bastante, ela criticou o comportamento das pessoas que andam “arrastando o chinelo”.

Ela ainda encerrou o vídeo lamentando que não tem nenhuma companhia para debochar dos locais: “Não tem nem com quem rir, nem com quem debochar”. Após a repercussão, Adriana excluiu sua conta na rede social.

Em nota, o Botafogo afirmou que “reprova demonstrações que sugiram qualquer discriminação seja por raça, cor, etnia, religião, procedência nacional ou orientação sexual”.

Apesar de ainda ter contrato com o Botafogo, Léo Campos não vem atuando e pode ter seu contrato rescindido.

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