Marcinho, do Guarani, um caso misterioso pós Sampaio Corrêa
Peguemos dois exemplos recentes de meias, que se juntam aos citados: Marcinho, no Guarani, e Diego Torres, no Novorizontino.
Há outros casos, como do meia Luan, no Corinthians; Pablo no São Paulo e Diego Torres, no Novorizontino. Lembra Lúcio, no Palmeiras
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Campinas, SP, 21 (AFI) – Futebol tem as suas razões que a própria razão desconhece, se não vejamos. Seria o caso de condenar quem, no Corinthians, bancou a aposta para investimento de R$ 22 milhões pelo meia Luan, vindo do Grêmio portoalegrense, em 2019 ?
O dinheiro já foi pras ‘cucuias’, Luan decepcionou no Timão, já está no elenco santista, e provavelmente em negociação a ‘preço de banana’, considerando-se o inflacionado mercado do futebol.
Preço de banana era um palavreado metafórico usado antigamente e até incabível na atualidade, considerando-se que o preço por quilo da fruta está nas alturas.
PABLO
Como crucificar esse ou aquele no São Paulo, por ter persuadido a cartolada a investir R$ 26 milhões no futebol do centroavante Pablo, que estava no Athletico Paranaense até janeiro de 2020?
Apostaram que o atleta fosse repetir gols em profusão, mas o futebol dele naufragou, e o prejuízo consumado, pois a volta ao Furacão foi em condições desfavoráveis ao São Paulo.
Exemplos estão aí aos montes de contratações aparentemente convictas, porém na prática equivocadas.
MARCINHO NO GUARANI
Peguemos dois exemplos recentes de meias, que se juntam aos citados: Marcinho, no Guarani, e Diego Torres, no Novorizontino.
Recentemente a diretoria do Guarani informou que Marcinho não vai continuar no clube, ele que não atuava na equipe desde julho.
Evidente que pode haver motivo prático para que fosse relegado, e de desconhecimento da maioria.
Torcedor bugrino que tire o seu cavalinho da chuva, pois aquela informação no escurinho, que só a ‘reportaiada’ do passado clareava com lanterna nas mãos, faz parte apenas de uma história do jornalismo esportivo.
Hoje, com prevalecimento restrito às informações oficiais do clube, há um comodismo do profissional da reportagem para investigação dos fatos, e assim tudo fica por conta do imaginário de cada um.
SAMPAIO CORRÊA
O caso de Marcinho é uma história que se prolonga nas passagens por Cruzeiro, Novorizontino e agora no Guarani.
A pergunta lógica é essa: como o astro do time do Sampaio Corrêa em 2020, no Brasileiro da Série B, que fazia os seus golzinhos, mostrava-se condutor de bala, precisas finalizações e visão para colocar o centroavante Caio Dantas na cara do gol não conseguiu repetir aquele futebol nos passagens por clubes subsequentes?
Se há uma lógica por quem o observou criteriosamente no Sampaio Corrêa, a conclusão é que não pode ter desaprendido jogar futebol.
ZÉ DUARTE
Quando falam por aí que treinador de futebol precisa ser estudioso, acompanhar a natural evolução científica do esporte, lembro-me que o saudoso Zé Duarte era prático e sobretudo um psicólogo por natureza.
Como aquele paizão que não abandona o filho, diagnosticava rapidamente sobre o mal que o fazia padecer, e tinha a receita para a cura.
O remédio tanto podia vir em forma de forte puxão de orelha, como até ser cúmplice de uma situação, desde que tivesse ganho com ela.
Nos tempos de Guarani, saudoso Jorge Mendonça vibrava com baladas nas noites de sextas-feiras e Zé sabia como administrar aquela indisciplina, pois o atleta não tinha as mínimas condições de participar do habitual treino recreativo nas manhãs de sábados.
O que fazer então?
Fizeram um pacto, desde que o Guarani saísse ganhando.
Jorjão simularia lesão para ausência no treino, ficava ‘internado’ em maca da enfermaria do clube, repousaria sem que fosse incomodado, mas teria que pagar a suposta ‘dívida’ decidindo jogos nas tardes de domingos.
Promessa feita, promessa cumprida. E Zé Duarte engolia aquele sapo com satisfação.
LÚCIO BALA
Sabe-se lá por quais razões o então ponteiro-direito Lúcio Bala não vingou no Palmeiras, após brilhante passagem pela Ponte Preta, nos anos 70.
Zé, que conhecia manhas e virtudes do atleta, por terem trabalhados juntos no rival, apostaram que no Guarani seria tudo ‘Dantes no Quartel de Abrantes’, e assim foi.
Especulações dão conta que o Criciúma pode ser o próximo destino de Marcinho.
Em Santa Catarina sinalizam que o treinador Cláudio Tencatti renovou contrato com a agremiação, o que gera a indagação: teria Tencatti a sensibilidade de Zé Duarte para descobrir o combustível que move jogadores?
Se tiver, podem esperar pela redenção de Marcinho.
DIEGO TORRES
Tal qual Marcinho, o meia argentino Diego Torres já foi peça principal do CRB em disputas da Série B, pelos gols de falta, visão de jogo, e até o aspecto competitivo quando o treinador Allan Aal passou por lá, e o adaptou como segundo volante.
Pois bastou mudar de ares nesta temporada, ter sido aposta de manutenção do futebol no Novorizontino, que tudo deu errado. Inacreditavelmente o atleta perdeu até o posto de titular num grupo limitadíssimo.