Fabinho até espera ser xingado em Campinas; veja o drama do XV até conquistar a vaga
Time piracicabano será o adversário do Guarani na semifinal da A2
Fabinho até espera ser xingado em Campinas; veja o drama do XV até conquistar a vaga
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“A última vez que joguei pelo XV em Campinas fui xingado. Agora, tudo que eu quero é que me xinguem quando eu voltar a jogar lá”.
Sem fazer alusão ao Guarani, está implícito que o recado do atacante Fabinho – ex-bugrino – foi para torcedores de seu ex-clube, visto que são adversários na etapa semifinal do Campeonato Paulista da Série A2.
A entrevista de Fabinho foi à Rádio Educadora de Piracicaba, quando, emocionado, realçou a instituição XV de Piracicaba. “Foi o clube que me acolheu em 2016 no momento que eu mais precisava. Por isso, mesmo aos 39 anos de idade, estou me doando nos jogos da equipe”.
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OPÇÃO PELO 4º CLASSIFICADO
Mesmo que a televisão trouxesse opções para assistir ao jogo em que o Guarani venceu o Votuporanguense por 2 a 1, em Campinas, minha opção seria – como foi – foco total no suposto adversário dos bugrino na fase semifinal do Campeonato Paulista, cuja primeira fase se encerrou na tarde deste sábado.
Já que o site da Federação Paulista de Futebol disponibiliza alguns jogos para transmissão, e cravando que o Oeste pudesse encerrar participação na quarta colocação, fiz opção para assistir ao primeiro tempo do jogo dele contra o Juventus, na Rua Javari.
Cruz credo. Que jogo horroroso!
Difícil acreditar que naquele mundaréu de campos de várzea na capital paulista o Juventus fosse incapaz de descobrir na periferia uma molecada razoável para colocar no lugar de vários cabeças-de-bagre de seu time.
Logo, com um Juventus em cacos no gramado, o mínimo que se esperava era que o Oeste jogasse um tostãozinho de bola, que não jogou.
Como o primeiro tempo terminou com vantagem do Oeste por 1 a 0, a suposição era que o XV de Piracicaba pudesse ficar com a quarta colocação, na hipótese de o Sertãozinho não vencer a Portuguesa, no interior, e lá fui eu para o vídeo do jogo em São Bernardo do Campo, cujo primeiro tempo apontava empate sem gols.
DANÇA DOS RESULTADOS
Se mantivesse o resultado, o São Bernardo não teria o mínimo risco. Logo, teve preocupação mais defensiva de não sofrer gol, enquanto o XV ainda era obstinado ofensivamente, principalmente quando foi anunciado que o Nacional havia aberto o placar contra o Rio Claro.
Naquela altura, se o XV sofresse um gol a viola estaria em cacos, e a vantagem seria do Nacional.
De repente a informação do empate do Juventus com o Oeste foi animadora para os quinzistas, e isso reforçou a hipótese de se resguardar e administrar o resultado conforme a combinação da rodada.
O serviço de som do Estádio Primeiro de Maio passou a ser inimigo do XV com informações frustrantes: gol do Oeste, que o retomava ao quadrangular da A2, e gol do Sertãozinho diante da Lusa.
Como acompanhava o áudio da Rádio Educadora de Piracicaba, eis a constatação de uma chiadeira de radialistas indisfarçáveis torcedores.
O alívio deles e da coletividade quinzista foi o anúncio do gol de empate da Portuguesa, que recolocava o XV em quarto lugar.
TEMPO GASTO EM TRÊS MINUTOS
Gente, foi uma loucura a opção da boleirada do XV de ficar três minutos tocando a bola em seu campo defensivo, para que o tempo se esgotasse e administrasse o empate sem gols.
Como o São Bernardo já não queria nada com nada, sequer esboçou combatividade.
A boleirada do XV desconsiderou o risco de o Sertãozinho marcar o gol da vitória, visto que a partida dele se arrastou por mais quatro minutos após o encerramento do jogo em São Bernardo do Campo.
Foi hilariante a boleirada quinzista procurar fones de ouvido da mídia piracicabana para acompanhar os minutos finais do jogo em Sertãozinho.
Como a Lusa sustentou o empate, o treinador quinzista, Evaristo Pisa, bradou ‘rumo ao acesso’, antes de puxar a reza com os jogadores.
Nos vestiários foi mais comedido nas palavras, ressaltando que o Guarani merece muito respeito pela qualidade de seus jogadores do ‘meio pra frente’.
E ciente que as suas palavras chegariam rapidamente a Campinas, adotou o discurso do politicamente correto: “Que vença o melhor”.