Derrota da Ponte Preta, normal e esperada para o Cruzeiro
Braveza do pontepretano pela derrota para o Cruzeiro por 2 a 0 não se justifica, até porque está perfeitamente dentro da normalidade. Raposa sobra.
Seria tarefa das mais indigestas, e pelo menos durante o primeiro tempo a Ponte Preta foi corajosa e até criou duas oportunidades
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Campinas, SP, 16 (AFI) – BLOG DO ARI (Clique e Participe !) – Braveza do pontepretano pela derrota para o Cruzeiro por 2 a 0 não se justifica, até porque está perfeitamente dentro da normalidade.
Enfrentar o líder absoluto da Série B do Campeonato Brasileiro, como na tarde desta quinta-feira no Estádio Mineirão, seria tarefa das mais indigestas, e pelo menos durante o primeiro tempo a Ponte Preta foi corajosa e até criou duas oportunidades.
Quando o seu lateral-direito Igor Formiga finalizou sem ângulo, nas costas do lateral-esquerdo Bidu, obrigando defesa com os pés do goleiro Rafael Cabral, aos 39 minutos do primeiro tempo, o Cruzeiro sequer havia ameaçado.
E dois minutos depois, não fosse o zagueiro cruzeirense Zé Ivaldo travar arremate do volante Wallisson, a possibilidade de gol da Ponte Preta seria concreta.
GOL DE EDU
Aí, na primeira real oportunidade, o Cruzeiro abriu o placar.
Meio-campistas Neto Moura lançou, zagueiro pontepretano Fabrício perdeu na corrida para Edu, que chutou no característico estilo de ‘tirar do goleiro’, aos 43 minutos, em lance a princípio impugnado pela marcação de impedimento através do bandeira Rafael Trombeta.
Foi preciso o VAR ser acionado para mostrar que o lateral-esquerdo Arthur, da Ponte Preta, dava condições de jogo e o gol foi validado.
PONTE ATÉ SURPREENDE
Foi um primeiro tempo em que o comportamento tático da Ponte Preta até surpreendeu.
Escalada com três zagueiros e três volantes, a projeção lógica seria se posicionar atrás e apenas contra-atacar.
Na prática, colocou um estilo inesperado pelo Cruzeiro, com marcação alta na saída de bola.
E isso dificultava o estilo dos mandantes em construir jogadas, a partir de seu campo de defesa.
Entretanto, a estratégia se prolongou por cerca de 15 minutos, até porque sem a devida compactação o desgaste físico é sintomático.
Enquanto a Ponte Preta não havia abaixado as linhas, o Cruzeiro teve dificuldade para organizar saída de bola de trás, e havia optado por alongá-la.
E mesmo quando os cruzeirenses impuseram maior volume ofensivo, a Ponte soube suportar até próximo do final do primeiro tempo, com atuação segura do estreante zagueiro DG, o Douglas Mendes.
FABRÍCIO DE NOVO
Saudoso ex-atleta e comentarista de futebol Eli Carlos dizia frequentemente que o grande problema de os clubes contarem em seus elencos com jogadores limitados é que ‘dia mais, dia menos, acabam escalados’.
Pois é aí que mora o perigo. Se no lance do primeiro gol do Cruzeiro a falha do zagueiro Fabrício foi compartilhada por Arthur, no segundo gol ele errou ao presentear o lateral-direito Geovane, na tentativa de interceptação.
Aí surgiu o cruzamento e o oportunismo do lateral-esquerdo Bidu que, na cara do gol, só empurrou a bola aos dois minutos.
CRUZEIRO ADMINISTRA
Com vantagem por 2 a 0, o Cruzeiro diminuiu a intensidade e tratou de administrá-la.
Já a Ponte Preta não teve forças para ameaçá-lo.
Sequer algumas arrancadas do atacante Nicolas foram repetidas no segundo tempo.
E como tentar reverter o cenário se faltam opções de banco satisfatórias blog?
De que adiantaria se recorrer ao meia Matheus Anjos, como quando substituiu o lesionado DG, aos 25 minutos do segundo tempo?
Nada.
CAÍQUE EXPULSO
Quando o jogo se arrastava ao final, eis que aos 45 minutos o goleiro pontepretano Caíque França colocou a mão na bola fora da área, para evitar suposta vantagem do atacante Rodolfo do Cruzeiro, e foi expulso.
Como a Ponte já havia feito todas as alterações permitidas, o volante Wallisson foi remanejado para a meta e só precisou socar a bola após cobrança de escanteio.