Benfica rejeita 'parcelinhas' e Palmeiras segue sem Camisa 9

Palmeiras queria pagar os 9 milhões de Euros (perto de R$ 45 milhões) em seis parcelas, mas os dirigentes do clube português só aceitaram receber tudo em três vezes.

O último capítulo da ‘novela’ Carlos Vinícius terminou nesta terça, quando terminou o prazo de transferências internacionais (às 19h). Agora só em julho.

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Leila não quis pagar atacante em três parcelas. (Foto: Fábio Menotti)

São Paulo, SP, 12 (AFI) – O Palmeiras continua sem um Camisa 9. O acerto com o procurador do atacante Carlos Vinícius estava certo, ele viajou da Europa para São Paulo com a família num jatinho particular, teria realizado até exames médicos e o negócio furou. O Benfica não aceitou a forma de pagamento proposta pela presidenta do clube paulista, Leila Pereira. Ela queria pagar os 9 milhões de Euros (perto de R$ 45 milhões) em seis vezes, mas os dirigentes do clube português só aceitaram receber tudo em três vezes.

FUTEBOL INTERIOR CONFIRMOU O ‘ACERTO’. VEJA !

O último capítulo da ‘novela’ Carlos Vinícius terminou nesta terça-feira, justamente, quando terminou o prazo de transferências internacionais (às 19h). Um pouco mais tarde, sem um renomado atacante, o Palmeiras conquistou a sua maior goleada na Copa Libertadores ao enfiar 8 a 1 no frágil Independiente, da Bolívia, com direito a quatro gols de Rafael Navarro.

Ele foi contratado junto ao Botafogo-RJ como uma promessa e, agora, ironicamente, com seis gols, é o atual artilheiro da competição sul-americana. A sorte parece conspirar a favor da presidenta alviverde.

OS VALORES
O Benfica pedia 12 milhões de euros (perto de R$ 60 milhões) e o Palmeiras oferecia 6 milhões de euros (R$ 30 milhões) e mais dois milhões de euros (R$ 10 milhões) por metas de aproveitamento do jogador. Esta é uma modalidade nova de negócio, onde um percentual do valor ‘fica no risco’. Se o jogador atuar durante a maioria dos jogos e marcar gols e dar assistências, ele fica mais valorizado. Se não for bem, vale o preço inicial.

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Rafael Navarro faz 4 gols em goleada do Palmeiras


Para tentar bater o martelo, Leila Pereira aumentou sua oferta para 7 milhões de euros (R$ 35 milhões) mais dois milhões de risco (R$ 10 milhões), num total de R$ 45 milhões, pouco mais dos R$ 40 milhões que valem Borja, que teve 50% dos direitos econômicos vendido por R$ 20 milhões ao Junior Barranquilla, da Colômbia.

‘PARCELINHA’ REJEITADA
O Benfica arrefeceu dos 12 milhões de euros iniciais, no entanto, ‘teimou’ em receber o valor de 9 milhões de euros em três parcelas. O Palmeiras emperrou nas seis parcelas, que entrariam dentro do cronograma financeiro do clube.

Com o esquema de ‘parcelinhas’ vetado, o Palmeiras continua sem um centroavante de ofício e deixa o ‘pepino’ para o técnico Abel Ferreira resolver. O jogador, que deixou a Holanda entusiasmado, voltará para o PSV Eindhoven, frustrado e temendo pelo futuro.

O Benfica já o tinha emprestado para o Tottenham, da Inglaterra, antes de ir para o clube holandês. Ele precisava estar em São Paulo para dar tempo do Palmeiras fazer sua inscrição na CBF, no último dia de transferências internacionais. A nova janela, agora, só em julho.



MÃO FECHADA
Ao contrário dos tempos em que era apenas patrocinadora máster do clube, com a empresa Crefisa, e ‘bancava’ com empréstimos contratações baladas, agora Leila Pereira, como presidenta, não quer correr riscos quando se fala em dinheiro.

Ela posou ao lado de supostas estrelas colombianas, como Borja (R$ 37 milhões) e Guerra (R$ 12 milhões). Ou então com o controvertido centroavante Deyverson (R$ 25 milhões de hoje – 5 milhões de euros) ou o volante Bruno Henrique (R$ 18 milhões – 3,5 milhões de euros).

OS QUATRO GOLS DE RAFAEL NAVARRO !



DÉBITO COM CREFISA
A Crefisa também fez aportes financeiros para contratar outros jogadores como Juninho, Lucas Lima, Luan e parte dos direitos econômicos do ‘baixinho’ Dudu. Em março de 2021, o Palmeiras devia à empresa patrocinadora o valor de R$ 160 milhões. Um débito assumido, inclusive, pelo conselho deliberativo na gestão de Maurício Giliotte.

Inicialmente o dinheiro investido seria devolvido em uma futura venda, com a empresa assumindo o risco de vender algum jogador por menor valor comprado. Mas tudo mudou em 2018, quando a Receita Federal qualificou este tipo de negócio como um empréstimo.

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Apesar disso, Leila Pereira foi hábil ao costurar a candidatura única à presidência do Palmeiras. Assumiu o cobiçado cargo no dia 15 de dezembro de 2021. Daí em diante mudou seu comportamento e discurso, prometendo rigor com o dinheiro do clube, mesmo que custe ao time ficar sem um Camisa 9, como aconteceu na final de Mundial Interclubes.

Dispensou Luiz Adriano, desprezou Willian e manteve Deyverson, o ‘Heroi da Libertadores’. Pensou em Arthur Cabral (agora na Fiorentina), sonhou com Pedro, do Flamengo, e frustrou a torcida com Carlos Vinícius. Resta saber até quando o Palmeiras vai seguir vencendo sem um consagrado Camisa 9.

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Leila Pereira substituiu Galiotte na presidência. Foto: SEP – oficial


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