Alguns ajustes podem revigorar a Ponte Preta na Série B
Maílton pode ser improvisado na esquerda; Arthur se firmar na zaga. Filiphinho cometer menos faltas...enfim, pequenos detalhes podem melhorar a Macaca.
Sim, você dirá que sem dinheiro é difícil trazer jogadores que possam ser contratados. Há controvérsia. Isso é relativo.
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Campinas, SP, 29 (AFI) – Pelo andar da carruagem, que o torcedor pontepretano se acostume com o que está aí, ou seja: muita disposição dos jogadores e a tentativa de somatória de ponto(s) que seja(m) o suficiente para se garantir permanência no Campeonato Brasileiro da Série B.
Na prática, não houve o mínimo planejamento para contratações de jogadores que pudessem criar alternativas para diversificação de esquemas táticos, visando a presente competição.
Sim, você dirá que sem dinheiro é difícil trazer jogadores que possam ser contratados.
Há controvérsia. Isso é relativo.
Não é impossível neste ‘brasilzão’ de milhares de jogadores a localização de pelo menos um atacante de beirada, de velocidade, para puxar contra-ataques, mesmo que não seja ‘graduado’ em finalização.
É aí que entra o dedo do treinador para trabalhar a aproximação do centroavante, quando da citada execução da jogada, para receber o passe e proceder a complementação.
Já que isso não foi pensado pela Ponte Preta antes do início da Série B, que se mire sobre o assunto na abertura da janela, mês que vem, pois é um despropósito se pensar em organizar linha baixa de marcação sem o velocista para puxar os contra-ataques.
MAÍLTON
Se diante do Vila Nova viu-se em campo o lateral Maílton render o futebol que recomendou a contratação dele, com rápidas transições ao ataque, que definitivamente decidam efetivá-lo na equipe, e até deslocado na lateral-esquerda.
Calma. Antes de você citar que ele é destro, reveja o chute forte dele, quase do meio de campo, contra o Vila Nova.
Surpreendentemente foi de canhota, num claro indicativo que, se necessário, escalado pelo lado esquerdo, saberá usar a perna para cruzamentos, quando chegar ao fundo do campo.
O que precisa ser revisto é a continuidade de Artur na lateral-esquerda, pois não tem velocidade para provocar desafogo da bola de trás.
Então, que dispute vaga na equipe no miolo de zaga, procedendo alguns reparos para transmitir confiança.
LUIZ FELIPE
A prudência indica que não haja mexida na lateral-direita.
Luiz Felipe dá o recado na marcação e tem força física para arrancar com a bola, desvencilhando-se da marcação.
O problema é quando atinge as proximidades da área adversária, quando não tem lucidez para terminar bem a jogada.
Em situações similares, no passado observei treinadores como Zé Duarte e Carlinhos posicionarem pelo menos um meia ou atacante para o recebimento do passe à domicílio, com atribuição de prosseguir a jogada.
O que não pode é Luiz Felipe, aleatoriamente, provocar o chuveirinho quando apenas o centroavante Jeh esteja posicionado na área adversária.
FELIPHINHO
Que a pegada no meio de campo da Ponte Preta ganha intensidade com o volante Feliphinho, raramente haverá discordância.
Todavia, sem a devida experiência, exagera em faltas por trás e carrinhos perigosos que refletem em advertência de cartão amarelo.
Coisa para ser corrigida e a experiência do comandante para isso é indispensável.
MEIAS
Se diante do Vila Nova ainda persistiu a insistência da escalação com dois meias lentos, pelo menos Élvis conseguiu fazer a diferença com a bola nos pés.
É uma situação que o Departamento de Futebol da Ponte Preta precisa estudar criteriosamente quando enfrentar adversários que provoquem mais competitividade.
Enfim, são sinalizações de situações remediáveis na busca de se extrair algo mais desse grupo limitado que é o elenco pontepretano.