Abel projeta Palmeiras forte e competitivo para o Mundial de Clubes

O Palmeiras chega ao Mundial após mais uma campanha sólida no cenário nacional e sul-americano, mas o técnico evita qualquer tipo de euforia.

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O Palmeiras está no Grupo A, ao lado do Al Ahly (Egito), Inter Miami (EUA) e Porto (Portugal). (Foto: Reprodução/SEP)

São Paulo, SP, 09, (AFI) – De olho na disputa do Mundial de Clubes em junho, nos Estados Unidos, o técnico Abel Ferreira revelou qual será a primeira meta do Palmeiras na competição: passar da fase de grupos. Em entrevista à Fifa, o comandante alviverde deixou claro que o pensamento da equipe está totalmente voltado para o desafio inicial.

– Temos um objetivo muito claro: primeiro é passar a fase de grupos. Isso vai depender da forma como formos encarando cada jogo. É um de cada vez para alcançarmos nossa primeira meta – afirmou Abel.

O Palmeiras está no Grupo A, ao lado do Al Ahly (Egito), Inter Miami (EUA) e Porto (Portugal). A estreia do Verdão será justamente contra os portugueses, no dia 15 de junho. Para Abel, o encontro traz também uma pitada de emoção pessoal, já que a história do treinador está diretamente ligada ao futebol lusitano.

RIVALIDADE ANTIGA

Mesmo sendo formado e tendo atuado como jogador e técnico nas categorias de base do Sporting, Abel não esconde a importância de enfrentar o Porto, time de sua região natal.

– Eu sou do norte de Portugal, e o Porto também. Há uma rivalidade muito grande entre o norte e o centro-sul, onde está Lisboa. Mas, acima de tudo, o especial é por ser um clube português. Nada mais que isso – destacou o treinador.

O técnico sabe da força histórica do adversário. “Sei que é um clube extremamente aguerrido e competitivo, que vai se preparar muito bem para essa competição”, completou. O Porto é um dos times mais tradicionais da Europa, com duas conquistas da Liga dos Campeões no currículo.

FORÇA NO EQUILÍBRIO

Para superar a fase de grupos e sonhar com o título inédito, Abel aposta no que considera o grande trunfo do Palmeiras: o equilíbrio.

– Somos uma equipe equilibrada. Não somos excelentes em algo específico, mas somos bons em tudo que fazemos. Somos fortes no ataque posicional, contra-ataque, bolas paradas, e temos uma estrutura defensiva sólida. Se eu tivesse que definir o nosso time em duas palavras, seriam: equilibrado e competitivo – analisou.

O treinador ainda destacou a importância da resiliência mental da equipe, algo que, segundo ele, reflete diretamente seu estilo de liderança. “A resiliência mental é um ponto que tem muito a ver comigo. Isso é algo que tento passar todos os dias para os jogadores”, disse.

O Palmeiras chega ao Mundial após mais uma campanha sólida no cenário nacional e sul-americano, mas o técnico evita qualquer tipo de euforia. Para ele, o torneio é traiçoeiro e exige atenção total em cada etapa.

– Cada jogo será uma final. Não podemos olhar para o mata-mata sem antes garantir a classificação. Passar pelo grupo é a primeira grande batalha – reforçou.

A caminhada alviverde em busca do título começa diante de um rival histórico para o futebol português e também para a vida de Abel. Um desafio que promete emoção dentro e fora de campo.