Internacional jogará com portões fechados no Brasileiro Feminino até o julgamento por racismo

O time gaúcho terá de jogar com portões fechados no Campeonato Brasileiro Feminino, como mandante, até o julgamento do colegiado do STJD

Na segunda-feira, um pedaço de banana foi arremessado em direção ao banco de reservas do time feminino do Sport, na partida contra o Internacional

Internacional jogará com portões fechados no Brasileiro Feminino até o julgamento por racismo
Internacional jogará com portões fechados no Brasileiro Feminino até o julgamento por racismo

Campinas, SP, 01 – O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aceitou liminar da Procuradoria de Justiça Desportiva do tribunal e puniu o Internacional por ato de conotação racista. O time gaúcho terá de jogar com portões fechados no Campeonato Brasileiro Feminino, como mandante, até o julgamento do colegiado do STJD.

Na segunda-feira, um pedaço de banana foi arremessado em direção ao banco de reservas do time feminino do Sport, da arquibancada do estádio do Sesc Campestre, em Porto Alegre, em partida de mando do Inter, pela terceira rodada do Brasileirão Feminino. O jogo estava nos acréscimos do segundo tempo quando jogadoras no banco do Sport apontaram a situação para a arbitragem, que recolheu o pedaço da fruta para registrar na súmula.

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O diretor de futebol feminino do Sport, Alessandro Rodrigues, registrou um boletim de ocorrência. O clube pernambucano repudiou a ação, a qual definiu como “covarde e racista” e disse aguardar “os desdobramentos do caso, incluindo a responsabilização do envolvido”.

Duas horas depois do ocorrido, a CBF emitiu nota condenando o ato e pedindo uma punição rigorosa aos responsáveis. A Procuradoria do STJD enviou o caso à presidência do Tribunal, por meio de liminar, sinalizando pela punição preventiva ao Internacional, o que foi decidido no início da tarde desta terça-feira.

“O futebol brasileiro agiu rápido no combate ao racismo. Em pouco mais de 12 horas, a Justiça Desportiva já proferiu uma decisão dura, colocando o Internacional para jogar com portões fechados até o que o caso seja julgado. Em casos de racismo a CBF sempre se antecipa e vai propor punições preventivas contra os racistas. Desta vez não foi diferente”, afirmou Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.

AUTORA IDENTIFICADA NO CASO DE RACISMO

Em nota, o Internacional afirmou que “conduziu uma apuração rigorosa que levou à identificação da pessoa envolvida e está tomando todas as medidas cabíveis”. De acordo com o clube gaúcho, uma atleta das categorias de base do clube, de 18 anos, foi a responsável por arremessar o pedaço de banana no banco de reservas do Sport. A jogadora teve seu contrato rescindido.

“Infelizmente, aconteceu um gesto que partiu de uma atleta da base recém-chegada Internacional. Ontem à noite ela foi comunicada do seu desligamento e hoje pela manhã foi efetivada a rescisão do contrato, era um contrato ainda de formação”, afirmou Ivandro Morbach, vice-presidente do Conselho de Gestão da agremiação colorada, ao site ge. “Uma resposta na hora do clube que não tolera, não relativiza, não normaliza qualquer episódio que fere de morte os valores do Internacional.”

O caso acontece em meio a uma crescente no debate sobre racismo no futebol. O estopim foi o caso sofrido por Luighi, do Palmeiras, em partida da Libertadores Sub-20, em Assunção, no Paraguai. Desde então, a Conmebol foi criticada por clubes brasileiros e pela CBF.

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A entidade sul-americana anunciou, na última semana, uma força-tarefa contra o racismo, a discriminação e a violência, encabeçada por Ronaldo Fenômeno, a antiga secretária geral da Fifa, Fatma Samoura, e o presidente da FIFPro, Sergio Marchi.

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