o Corinthians soube sustentar o empate sem gols e assim conquistou o título do Paulistão 2025 diante do rival Palmeiras.
Pra quem precisava reverter a vantagem do Corinthians na finalíssima do Paulistão, o Palmeiras foi bem discreto durante o primeiro tempo

Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 27 (AFI) – Em jogo tumultuado e o Palmeiras bem aquém de suas reais possibilidades, o Corinthians soube sustentar o empate sem gols e assim conquistou o título do Paulistão 2025.
O jogo foi realizado na noite desta quinta-feira no Itaquerão, sede do Corinthians, que havia vencido a primeira partida da decisão por 1 a 0.
Pra quem precisava reverter a vantagem do Corinthians na finalíssima do Paulistão, o Palmeiras foi bem discreto durante o primeiro tempo, não criando uma chance sequer contra a meta adversária.
PALMEIRAS BEM AQUÉM
Foi o desperdício de um tempo de jogo, enquanto o Corinthians ficou na dele. Optou por vigilância defensiva, mas propondo o jogo.
Claro que tomou cuidado de não acelerar, visto que havia a preocupação de valorizar a posse de bola, pois o empate já lhe seria resultado satisfatório, para que o objetivo fosse atingido.
Assim, durante o primeiro tempo, a equipe corintiana só deu susto no palmeirense quando o meia Garro, pela meia esquerda, chutou bola que atingiu o poste direito do goleiro Weverton do Palmeiras, aos 27 minutos.
Foi estranha aquela proposta reativa do Palmeiras, que deveria ser mais exposto.
Provavelmente o seu treinador Abel Ferreira imaginou um adversário pressionando, para assim fazer uso do contra-ataque em velocidade, o que não ocorreu.
SEGUNDO TEMPO
Embora o Palmeiras tivesse se soltado mais ao ataque no segundo tempo, isso não representou oportunidades criadas, exceto no lance do pênalti desperdiçado.
O árbitro Matheus Candançan foi incisivo ao marcá-lo aos 23 minutos, e cobrado cinco minutos depois pelo meia Raphael Veiga, que chutou rasteiro, no canto direito, para defesa do goleiro Hugo.
A origem do lance foi um lançamento de Facundo Torres para o centroavante Vitor Roque, ocasião que na disputa de bola o zagueiro Félix Torres, do Corinthians, atingiu a perna do adversário no carrinho, dentro da área.
No desdobramento da marcação do pênalti, irresponsabilidade total do treinador palmeirense Abel Ferreira, que cobrou insistentemente a arbitragem para expulsar Félix Torres e acabou expulso.

MEMPHIS DEPAY
Quase no final da partida, um tumulto de jogadores.
Isso foi decorrente de provocação do jogador corintiano Memphis Depay ao pisar na bola quase rente ao pau de escanteio.
Aí foi um empurra-empurra e troca de agressões do volante José Martinez – que já havia substituído – e o goleiro reserva do Palmeiras, Marcelo Lomba.
Aos 52 minutos, o Corinthians teve a chance de gol nos pés do centroavante Yuri Alberto, ao receber passe de Memphis Depay, mas na finalização o goleiro Weverton, do Palmeiras, praticou difícil defesa.
Depois disso, parte da torcida corintiana atirou bombas no gramado e abuso de sinalizadores, o que provocou paralisação da partida por três minutos.
ARBITRAGEM FOI BEM
O árbitro Matheus Candançan foi decisivo na marcação do pênalti sofrido pelo atacante Vitor Roque, do Palmeiras.
Também mostrou personalidade na expulsão do zagueiro Félix Torres, ao aplicar-lhe o segundo cartão amarelo e, consequentemente o vermelho, aos 28 minutos.
Afora isso, soube se impor nas aplicações de outros cartões em jogadas ríspidas e tentativas de jogadores de tumultuarem a partida.

Foto: site do Palmeiras
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