Faltou muita coisa ao Brasil, mas em suma, o que houve foi a falta de entrosamento com um time todo mudado por Dorival Júnior.
O rendimento do Brasil bem abaixo do imaginário também é justificado pelo fato de a equipe se apresentar bem desfalcada e contra um adversário entrosadíssimo.

Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 25 (AFI) – São procedentes as críticas feitas à Seleção Brasileira, após sofrer goleada para a Argentina por 4 a 1, na noite desta terça-feira, no Estádio Monumental de Nunez, em Buenos Aires, pelas Eliminatórias Sul-Americanas à Copa do Mundo.
O rendimento do Brasil bem abaixo do imaginário também é justificado pelo fato de a equipe se apresentar bem desfalcada e contra um adversário entrosadíssimo.
Enquanto a filosofia da Argentina, na troca de passes, lembrou aquele antigo bordão de ‘a bola já não está comigo’, jogadores brasileiros demoravam uma eternidade para definição das sequências das jogadas, quando de posse de bola.
Isso tem muito a ver com a falta de entrosamento daqueles que participaram da partida.
Em circunstâncias como essa, o peso é considerável, embora cobrou-se, com razão, marcação mais ajustada do selecionado.

REFLEXO DOS ARGENTINOS
O reflexo rápido do jogador argentino para definir o destino da bola, antes de receber o passe, impressiona.
Tanto a equipe gira a bola para o lado descongestionado, como acelera para confundir a marcação adversária, com raríssimos erros de passe.
A inteligência para definições de jogadas foi preponderante para construção desta vitória argentina.
Logo aos quatro minutos, num misto de vacilo da zaga brasileira e um pouco de sorte de Alvarez, a Argentina abriu a contagem, após um bate-rebate dentro da área.
O predomínio da Argentina era tão flagrante que em bola cruzada da direita, o esperto Enzo Fernandez se antecipou à marcação adversária e ampliou a vantagem, aos 12 minutos.
MATHEUS CUNHA
Aí, quando via-se a soberana Argentina na partida, o seu zagueiro central Chistian Romero cometeu erro bárbaro em saída de bola, ao perdê-la para o centroavante brasileiro Matheus Cunha, que soube aproveitar a falha e diminuir a vantagem adversária, com chute rasteiro no canto direito, aos 26 minutos.
Todavia, a Argentina não se abalou com o gol sofrido, continuou trabalhando a bola ao seu modo, e chegou ao terceiro gols, aos 36 minutos.
Foi o típico lançamento já dentro da área, ocasião que sabiamente Allister atacou a bola, dominou-a e concluiu sem chances para o goleiro Bento.
TRÊS MEXIDAS
Insatisfeito com a produção do selecionado brasileiro, o treinador Dorival Júnior fez três modificações durante o intervalo, ao sacar jogadores apagados como o zagueiro Murilo, volante Joelinton e atacante Rodrygo, para as respectivas entradas de Léo Ortiz, André e Endrick.
MAIS UM
Mesmo tendo reduzido o ímpeto ofensivo durante o segundo tempo, os argentinos exigiram defesa difícil do goleiro Bento e chegaram ao quarto gol através de Simeone. Aos 26 minutos, em jogada rápida pela esquerda, com cruzamento rasteiro que percorreu sobre toda extensão da área, até a conclusão do atacante, sem ângulo, mas com endereço certo.
MEMÓRIAS DO FUTEBOL
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