

Brasília, DF, 22 (AFI) - Enquanto o Luziânia-GO comemorava o vice-campeonato Brasiliense de 2012, uma bomba estourava nos bastidores, mais precisamente nos cofres do clube. O tesoureiro do clube, Hélio José Rodrigues de Moraes, acusa o meia Iranildo (ex-Flamengo) de estelionato depois que o jogador teria passado cheques, que ele próprio teria dado como extraviados.
Um representante do clube, Moraes e Iranildo abriram um Boletim de Ocorrência (B.O) registrando o extravio. Vinte dias depois, o jogador recebeu o valor dos cheques em dinheiro, segundo Moraes. Até então tudo estava resolvido, não fosse uma ligação inesperada vinda de uma comerciante de Brasília, dizendo que queria receber os cheques. "Uma pessoa me ligou dizendo que eu havia passado cheques sem fundos na praça", afirmou Moraes ao Portal Futebol Interior.
Iranildo defendendo as cores do FlamengoA comerciante, identificada como Júlia Ribeiro, afirma veementemente que o meia Iranildo, acompanhado da esposa, teria pago uma compra de roupas infantis com os cheques que teriam sido extraviados. Sem consultar os cheques, a comerciante depositou duas vezes e, claro, o estorno foi imediato. Júlia tentou receber de Iranildo, mas sem sucesso e então tomou outra atitude. Segundo Moraes, a comerciante conseguiu protestar os cheques, sujando seu nome. "Nós pagamos por este cheque. Fomos acusados indevidamente", contestou Moraes.
Revoltado com a situação, o tesoureiro registrou um B.O contra Iranildo alegando estelionato (art. 171) e paralelo a isso, também processou o meia por danos morais. De acordo com informações, a imprensa local tentou entrar em contato com Iranildo, mas nem parentes e amigos sabem do paradeiro do meia, que segundo Moraes, responde a mais sete processos na justiça de Brasília.
"Estou com o nome sujo e minhas linhas de crédito estão bloqueadas. Espero ser ressarcido pelos danos morais e pessoais", completa o tesoureiro.